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‘Eu sou o Bolsonaro de cabelo loiro’, diz Joice Hasselmann

por Jovem Pan, . - Atualizado em

“Ter 1 milhão de votos é inimaginável

“Ter 1 milhão de votos é inimaginável", disse a nova deputada

Fonte: Jovem Pan

Com mais de 1 milhão de votos entre os paulistas, Joice Hasselmann (PSL) exercerá seu primeiro mandato como deputada federal a partir de 2019. “Estou preocupada, tenho 1.078.666 responsabilidades a mais com São Paulo”, confessou a futura parlamentar em entrevista ao Pânico desta terça-feira (9).

Apesar de ter muito apoio no estado, Hasselmann admitiu que não esperava uma votação tão expressiva. “Ter 1 milhão de votos é inimaginável, não tinha essa expectativa. Quando eu estava indo para a minha festa, tinha 20% das urnas apuradas e eu já estava eleita, achei que estava errado. Eu quase tive um infarto”, brincou. “É um fato histórico, a mocinha que saiu da roça do Paraná e agora entrou para a Câmara como a mulher mais votada da história.”

Com tanta gente confiando nela, a jornalista prometeu que não vai decepcionar. “Eu quero chegar com tudo na mão, sabendo quem são nossos parceiros, com meus principais projetos debaixo do braço. Não estou indo lá para ser os olhinhos verdes passeando pelo Congresso”, garantiu.

Ela também prometeu bater de frente com os desafetos de Jair Bolsonaro (PSL). “Agora, a Maria do Rosário, o Jean Wyllys e a Gleisi Hoffmann são meus, vão se ver comigo”, prometeu.

Outro convidado do programa, Flavio Morgenstern lembrou da discussão entre Bolsonaro e Maria do Rosário nos corredores do Congresso. “Todo trabalhador honesto tem como despertador do celular o áudio do Bolsonaro falando ‘dá que eu te dou outra’”, disse.

Aprendiz de Jair Bolsonaro

Boa parte dos votos de Hasselmann veio por causa da parceria da jornalista com Jair Bolsonaro, que também participou do programa. “Eu estou do lado do Bolsonaro desde a primeira vez que o entrevistei, há quatro anos”, lembrou. “Eu sou o Bolsonaro de cabelo loiro, a gente pensa igual.”

Ela também comentou as críticas à oratória do ex-capitão do Exército. “O Jair Bolsonaro não é comunicador, ele é um militar. Ele não tem a obrigação de ser miss simpatia”, defendeu. “Ele tem muito mais coisa para fazer do que falar bonitinho.”

O jornalista Claudio Tognolli, que também participou do Pânico, criticou o discurso do presidenciável. “O discurso do Bolsonaro precisa de um banho de loja”, definiu. Ele também falou sobre a decisão do candidato de não perdoar Adélio Bispo de Oliveira, autor do atentado de Juiz de Fora. “O Bolsonaro é um cristão que não perdoa.”

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